Como Preparar a Indústria da Moda para o Futuro

Para que os negócios online da indústria da moda se sustentem, será necessário uma aceleração digital em todos os sentidos.



Todos já ouvimos falar da famosa frase de Darwin sobre mudança - “não é a espécie mais forte que sobrevive, nem a mais inteligente. É aquela que é mais adaptável a mudanças”. Quando se pensa sobre a indústria da moda, especialmente nos dias de hoje, essa frase serve como uma luva. Uma indústria que tem prosperado na experiência “física” agora tem que repensar sua maneira de funcionar. O e-commerce tem sido durante esse tempo uma pequena oportunidade de negócios se comparado às vendas locais, entretanto o ano de 2020 pavimentou o caminho para uma mudança radical, aonde o balanço entre o on-line e o off-line se reverteu. E essa mudança valeu muito a pena, porém precisa de uma evolução na mentalidade, na tecnologia e no processo para ser sustentável e verdadeiramente benéfica.

Então como alguém pode tornar o e-commerce uma mudança sustentável para a moda e para o varejo?


Usando Capacidades Existentes


Comece com o básico: Analise sua presença digital, nas plataformas sociais, os dados dos clientes atuais, sua associação com marketplaces, seus materiais promocionais, sua eficiência operacional e então se prepare para escalar cada um criando um plano coeso em torno deles. Cada um deles tem um papel importante e quando todos crescem juntos, os resultados são significativos.

Amplie sua presença digital: Se você não estiver vendendo online, comece. Se você vende através de marketplaces somente, pense em construir seu próprio website também. Se já tiver seu site, esforce-se em escalá-lo e pense em um aplicativo híbrido, se já tiver um app, pense em um marketing personalizado baseado em dados do seu público alvo. Se você já fizer tudo isso, então pense em direcionar mais inovação ao se tornar omnichannel e hiperlocal, ter provas virtuais e muitas outras coisas para levar a mudança. Use seus dados do consumidor presencial para encontrar os consumidores online e exiba coleções e promoções.

Cultive a Influência: A revolução dos influencers continua e continuará a ser extremamente relevante e importante. Mais e mais marcas estão se beneficiando dos collabs com influencer.

Rastreie seu cliente: A maioria dos algoritmos nos marketplaces se adaptam a como as pessoas fazem compras nos sites, aonde elas clicam e quais termos de pesquisa elas usam. Isso surte muito efeito já que se baseia no comportamento do visitante. Para melhorar a visibilidade, a empresa pode utilizar as opções de anúncios dos marketplaces ou integrar ferramentas de rastreio de clientes em seu site. Isso pode ajudar a entender as preferências do cliente e realizar Upsellings ou Cross-sellings.

Participe do Fast Fashion literalmente: permita entregas mais rápidas estruturando uma logísitica mais robusta, descreva-a em seu site e descreva-a junto de todos os produtos para que o cliente possa ter uma visão única. Isso irá trazer sua empresa para todos os locais, de maneira que este seja seu maior diferencial junto ao consumidor: a promessa de uma entrega super rápida.

Marketplaces como Locais de Anúncio: A grande Amazon já possui o DSP aonde você pode se utilizar das vendas na plataforma para rodar campanhas pela internet e usar as ferramentas de integração para refinar o público alvo. Tudo isso e muito mais será extremamente importante agora e daqui para frente. O segredo será como você encontrará um balanço na comunicação digital de maneira que permitira uma boa performance para diferentes tipos de audiências.

Novo propósito: O COVID-19 interrompeu a demanda dos consumidores de moda de uma maneira gigantesca. Uma das maneiras de lidar com o a nova situação é criar novas demandas, vendendo o mesmo vinho velho em uma nova garrafa. Por exemplo, uma coleção #FiqueEmCasa com itens que podem ser usados para eventualidades em casa.

Use Programas Virtuais: Devoluções relacionadas a tamanho são muito altas e um problema para a maioria das marcas online. Segundo analistas, se fosse apresentado aos consumidores uma versão autêntica de si mesmos, a probabilidade de compra seria maior e pouco provável de devolução. É aí que a realidade aumentada é uma ótima oportunidade! Ela já está sendo testada com sucesso por marcas de maquiagem, e as provas virtuais poderiam ser a próxima grande coisa no mundo da moda. A Gucci conseguiu isso com sucesso com seu provador virtual no Snapchat. Ainda, pense em showrooms virtuais que poderão se tornar altamente relevante tendo várias marcas de moda investindo nelas!

Comércio 3D: Pense em uma sessão de fotos virtual de toda sua coleção. Não somente será mais precisa, mas também economizará muito tempo, trabalho e dinheiro! Ainda, a tecnologia está cada vez melhor no quesito apresentar produtos em 3D, o que abre novas possibilidades para o segmento de moda, como desfiles e catálogos virtuais por exemplo.

A Inteligência Artificial (AI) no Comércio do Futuro: Daqui a 2-3 anos a AI se tornará muito mais forte em compreender, reagir e prever o que os consumidores irão querer ou precisar. Em um primeiro momento, um comprador de maquiagem de primeira viagem poderá participar de um pequeno questionário realizado por AI para coletar informações sobre o prospecto e então sugerir a melhor maquiagem para ele. Se começarmos a coletar dados sobre um consumidor de maneira demográfica e psicológica podemos personalizar cada vez mais o atendimento e experiência desse cliente.

Concluindo, preços melhores, seleção e comodidade sempre foram o segredo do sucesso dos varejistas. Sob a perspectiva do mundo online, isso tem funcionado bem até agora. No entanto, devido à interrupção causada pelo COVID-19, essas ferramentas geradoras de demandas não podem mais funcionar sozinhas. Elas precisam trabalhar em conjunto com operações que gerem um sucesso que se sustente agora e no futuro. Sustentar um negócio online no segmento da moda não é somente sobre implementar ou acelerar o e-commerce. É sobre acelear o digital para os negócios como um todo.

Fonte: https://www.financialexpress.com/brandwagon/how-can-e-commerce-make-a-sustainable-shift-for-the-fashion-and-lifestyle-industry/2028081/

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